Itália prolonga suspensão do acordo de Schengen com Espanha por mais 15 dias

Itália prolonga suspensão do acordo de Schengen com Espanha por mais 15 dias

O Ministério italiano da Administração Interna anunciou, esta terça-feira, que decidiu prolongar por mais 15 dias a suspensão do acordo de livre circulação da União Europeia com Espanha, após a crise de Ceuta.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Ana Beltran - Reuters

“O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, anunciou esta manhã que prorrogou por 15 dias os controlos nas fronteiras aéreas e marítimas com a Espanha, em comunicado à Comissão Europeia e aos seus homólogos da UE”, lê-se no comunicado do Ministério, publicado na sua página oficial.

O Ministério argumenta que a decisão foi tomada porque "persistem riscos significativos para a segurança interna, juntamente com uma potencial ameaça ligada a uma possível infiltração terrorista".

A Itália suspendeu o acordo de Schengen com Madrid a 31 de julho, em resposta a um fluxo maciço de migrantes para o enclave espanhol de Ceuta, vindos de Marrocos. Na altura, a medida recebeu várias críticas de Madrid.A 30 e 31 de julho, mais de 70 mil migrantes provenientes de Marrocos entraram em Ceuta. A maioria regressou ao país de origem nas horas seguintes, mas muitos ainda permanecem no enclave espanhol, gerando episódios de violência e manifestações quase diárias por parte da população local.


No domingo, o Governo espanhol anunciou que, neste momento, cerca de 6.500 destes migrantes permanecem em abrigos em Ceuta. Por sua vez, mais de 5.300 regressaram a Marrocos no espaço de um mês, segundo o ministro da Política Territorial de Espanha, Ángel Víctor Torres.

Esta terça-feira, o comissário europeu para as Migrações também anunciou que a agência para as fronteiras da UE (Frontex) vai ser reforçada para responder a crises como a de Ceuta.

“Vamos reforçar as fronteiras externas com uma Frontex mais forte para a tornar mais ágil e também mais rápida”, afirmou Magnus Brunner durante o debate sobre “Ataques híbridos e instrumentalização dos migrantes em Ceuta e a necessidade de uma resposta coordenada para proteger as fronteiras externas da UE”, no Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo.
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